12 maio, 2014


Além do Horizonte
                                           

Pressentimento

Como se fosse um pressentimento...
Surge a onda inesperada do momento
Você respira ofegante, tenta puxar o ar, mas e a onda?
Ela te causa medo, assusta e faz a paz que você não tinha virar uma "tormenta"
Um maremoto de sensações
Um tsunami de sentimentos
Como se você fosse a responsável por toda a revolução interior e não fosse capaz de assumir o topo daquele bela onda
Num passe de mágica tudo muda e você tenta enxergar no futuro o canal ideal
para o tal maremoto...
...Você tenta enxergar.
Logo o medo das noites de tormenta volta a assombrar aquele mar que almeja calmaria
Assim como um navegante que passa muito tempo a deriva e perde a crença em um dia navegar em mar calmo, é a paz fictícia de quem tem tantos naufrágios colecionados dentro de si.


A questão é se permitir, crer que você merece a calmaria e passar a remar a favor da maré...

Gisele Leite, Maio 2014


24 fevereiro, 2014



Todos os dias um suicídio de um "Eu" que fui ontem...
Aqui jaz um antigo eu metamorfoseado em hoje! 
Suicídio de algumas fantasias que resolvo abandonar
Suicídio de sentimentos que não quero mais alimentar
Suicídio de uma inocência que a cada dia vejo esvair
Suicídio de um "Eu" que pertence a outrora 

...e assim como diz o Z.Baleiro "às vezes me preservo e noutras suicido"

Gisele Leite (Dez de 2013)



Com tantas coisas não me acostumei, com tantas outras me acomodei
Tantos sentimentos dominaram meu ser e por tantos outros temi ser dominada
Às vezes me fiz de morta para não ser notada, outras vezes fiz de mim um picadeiro
Já chorei mais de tristezas que de alegrias, mas tive alegrias que me tiraram o fôlego
Algumas vezes lutei para mudar, mas tantas outros mudei sem nem mesmo notar em que e o porque eu mudava

Gisele Leite (Nov de 2013)




19 março, 2013



Quero aquela sede que água não mata, 
Aquele frio que cobertor nenhum aquece
Quero o calor que nenhum vento refresca, 
Aquele gelo que nem o sol derrete
Quero viver cada dia intensamente como se amanhã fosse o fim, 
Aquele fim que lentamente se aproxima 
E insiste em reduzir a intensidade do meu viver.


Gisele Leite 19/Mar/2013


18 fevereiro, 2013

E se este sentimento for pecado...que eu seja crucificada. 
E que aos pés da cruz esteja escrito palavras doces com sabor de mel, flores amarelas e um sorriso molhado único.

Gisele Leite 18/Fev/2013


25 setembro, 2012

Traduzindo - Me


Uma parte de mim é amizade
Outra parte é irmandade
Uma parte de mim sorri, chora
Outra parte mata saudade
Uma parte de mim férias e reencontros
Outra parte continua com saudades
Uma parte de mim é permanente
A outra parte também permanece
Uma parte de mim é só versos
A outra parte é o inverso
Traduzir uma saudade em outra saudade 
Que é uma questão de risos e lágrimas
Será arte?

(adaptação a bela poesia de Ferreira Gullar)
Gisele Leite - 2009



15 agosto, 2012

Dia do Solteiro



No dia 15 de Agosto é comemorado o dia dos solteiros
Mas o dia do solteiro são todos aqueles dias que passamos "a sós"
Sem a companhia de alguém que segure sua mão assistindo um filme no cinema
Sem alguém para ligar durante a noite e falar como foi seu dia
O dia do solteiro, são todos aqueles dias que você passou desejando estar ao lado de alguém
São aqueles dias que você ficou fantasiando uma bela história a ser vivida a dois
Não estou dizendo com isso que só tem o lado ruim de ser solteiro...não
Afinal, é muito bom não ter que dar satisfação para o outro
A tranquilidade de comer uma pizza com um amigo(a) do sexo oposto,
Sem a preocupação de ataques de ciúmes, não tem preço
Passar uma noitada com amigos, sem um carrapato de cara amarrada no seu pé
Experimentar novas bocas e novos corpos sem o peso da traição...
E tantos outros pontos positivos de se estar solteiro
A questão é que muita gente neste dia expõe esta "Felicidade" de estar solteiro
Quando na realidade estão negando e omitindo para si e para os outros a sua frsutração
Por ainda não ter encontrado a outra metade da sua laranja,
Não vou comemorar o dia do solteiro, assim como não tenho comemorado o dos namorados
Permanecerei somente desfrutando meus dias de solteirice, como tenho feito
E continuar crendo que a outra metade da minha Laranja ainda não tomei com Canela e Tequila!

Gisele Leite 15/Ago/2012

26 julho, 2012

Vovó Otíma

Ela foi exmplo de vida...
Ela foi exemplo de Mãe...
Ela foi exemplo de Vó...
Esse corpo que me deu colo todas as vezes que precisei...
Essas mão já enrugadas tinham o dom de fazer um cafuné
Na minha infância ela voltou a ser criança
Me fazia feliz ao se sentar e comigo brincar
Na minha adolescência soube me dar o melhores conselhos
Esses lindos olhos, me davam a certeza de que ela seria eterna, assim como é...
As lembranças permanecem vivas em minha memória, vivas e intactas.
Assim como o seu cheiro que muitas vezes me traz todas essas boas lembranças
Esses olhos lindos, já enrrugados me davam a certeza de que ela seria eterna e é...

Dona Otacília, minha Vovó Ota, ela fez minha infância muito mais feliz, fez toda diferença em minha vida!


19 julho, 2012

Saudade de um Amigo ♥ Xande ♥



Luiz Alexandre #prasemprexande

...Como o tempo acalma nossa alma...
Parece que foi ontem que você
Com todo carinho minhas lágrimas secava...

A minha mão firmemente segurava

Na minha pior dor era ali que você estava
...mas em seguida veio outra dor devastadora.
Minha alma doía por você
Meu amigo, quanta falta ainda me faz teu sorriso.
Quanta falta ainda me faz tuas brincadeiras
Quanta falta me fez tua companhia até minha casa
12 anos se passaram, a saudade permanece, as lembranças estão intactas.
A dor não mais me fere.
A revolta se foi, mas deixou a esperança na justiça Divina que com o tempo virá.
#saudadedonossoxande


Essa música diz tudo...

Música: Pra Onde Vai? 
Gabriel o Pensador






15 julho, 2012





Tem passado que não passa, tem futuro que não chega, mas a esperança aqui mantém sua presença acesa.
#brindeaofuturo

Gisele Leite (13-Jul-2012)

12 julho, 2012

Aquela Ligação



...E de repente a vontade de ouvir tua voz
É mais forte que o meu pulsar
Ao ligar um tremor invade meu ser
Tua voz rouca que ainda provoca secura na boca
Me deixa com desejo de nos teus braços me perder
Quando você fala coisas que não imaginava
Fico tímida e com vontade de ter o teu olhar
São palavras ditas com tal ternura
Que mais ninguém há de ter
Deixamos assim, um saber do rio que corre
No meu e no teu viver
Ficamos cientes deste imenso querer
Que ainda nos mantém unidos neste viver
Ao final, tudo fica mais belo e nova cor vem a ter

A lua sorri e tem mais reluzente brilhar
Posso então me deitar esta noite
E nos meus sonhos voltar a te amar.


Gisele Leite - Jul/2012

17 novembro, 2011






Pouco me importa os espinhos que ainda irão os meus dedos espetar, o que realmente me interessa são as belas rosas e seus aromas que estão prestes a no meu caminho cruzar.



Gisele Leite, 17/11/2011


16 outubro, 2011

Aceitar o que não pode ser mudado

Os destinos são traçados antes mesmo de nascermos,
Lá no outro espaço, na outra dimensão já temos um plano a ser seguido
O qual por muitas vezes nos perguntaremos, por que? pra que? como?...
Passaremos pela subjetividade privatizada e isso é fato.
Quando chegamos à “vida” começamos a seguir nossa rota já predestinada.
E por mais que agente tente mudar  a rota, sempre chegaremos no mesmo caminho traçado, não temos como fugir e isso muitas vezes apavora.
Apavora aqueles que querem ser donos do própio destino, apavora  aqueles que acham mais fácil seguir a rota já traçada.
Mas mudando ou não, seguindo ou não, passamos por aquilo que temos que passar no caminho.
Algumas passagens podem ser evitadas, mas fazemos escolhas erradas, sofremos e só aí percebemos que podíamos ter evitado.
Outras passagens não podem ser evitadas e nem transferidas para outros e essa é a mais difícil de passar, mas seguimos...
E por mais longe que esteja, por mais difícil que seja encontrar, o caminho sempre nos levará até nosso devido fim na “vida”.
Entender isso é difícil, dolorido e muitas vezes impossível, mas devemos sempre procurar a razão pela qual estamos aqui.
Destino, passagens, rotas, caminhos tudo isso faz ser o que somos hoje e nos transformam no que seremos amanhã.


Gisele Leite
10/2011

04 junho, 2011

Um desejo arejado

Um desejo arejado
Sem saber onde vai dar 
Sigo meus pensamentos
Eles sempre me levam até você
Esse caminho eu sei onde vai dar
Sem palavras e expressões
Não consigo te olhar
Você me toca e as emoções
Invadem o pequeno quarto
Eu, você e um desejo abafado
Nos entregamos como nunca
Frases ditas sem sentido
Pele com pele
Rostos colados
Eu, você e um desejo abafado
Uma pausa
Solta o play
Mais frases, mais pele, mais rosto colado
Eu, você e um desejo abafado

A sirene dispara
Dispara também meu coração
Eu, sou eu e um desejo arejado


Gisele Leite 01/Junho/2011

07 abril, 2011

Alô, alô Realengo, aquele abraço

Vira e mexe acontece algo que nos coloca diante daquela pergunta um tanto complexa
O que está acontecendo?
Se tratando das manchetes escancaradas hoje em todos os jornais "Tragédia em Realengo", eu diria que se trata de falta de amor e fé.
Aquele mesmo Realengo bairro tema de tantos confrontos na Ditadura, onde Gilberto Gil ficou preso e deu origem à música "Aquele Abraço", hoje é alvo de um Jovem atirador calculista, que atingiu vários alunos de uma escola municipal, matando e ferindo sem dó.
Após causar tanto pânico, se matou em um ato de covardia, ou seja, a fuga da realidade para a mortalidade.
Acessando os sites de notícias, percebo que o caos continua dia após dia....


Minha mensagem é sem criatividade perante o fato, mas singela perante o amor ao proxímo
"Alô, alô Realengo, aquele abraço"


Gisele Leite 07/04/2011







03 março, 2011

Bahia aí vou eu!


Toda aquela febre de ansiedade, paralisa meus sentidos, paralisa meus pensamentos, mas não paralisa meu medo e nem a nostalgia (que por acaso era o que devia ser paralisado).
A alegria e a tristeza andam sempre juntos, pois uma mascara a outra, geralmente a alegria quem mascara a tristeza. mas o que me toma nesse momento não é tristeza, mas sim um sentimento indefinido.
Olhando para um bilhete aéreo com destino a Salvador, em pleno carnaval, não consigo sentir toda a felicidade que normalmente deveria sentir, quando me pergunto o porque a resposta não vem da cabeça, não vem da lucidez.
Barra do Mendes
A resposta ecoa no meu coração com toda minha insanidade e o insano desejo de ver naquela cidade o rosto mais belo, o sorriso mais belo e o amor mais puro. Ponto chegou a infernal lucidez a me dizer que é impossível chegar e encontrar aquele sorriso, então volto a realidade e mesmo assim não estou plenamente feliz.
Volto a fazer a mesma pergunta e a resposta vem da infeliz lucidez... o medo, medo de chegar e ver toda minha esperança de longas datas ser cortada a miúdos, medo de ver que a semente plantada no carnaval passado, por falta de irrigação não tenha brotado nenhum galho.
Mas tirando essas perguntas insanas e lógicas... estou feliz sim, pois mais um ano seguido consigo participar da época mais alegre na minha terra querida, posso ver os sorrisos nos rostos das pessoas que amo e posso matar aquela velha saudade repetida ano a ano, dose por dose.
Vamos beber mais uma dose de saudade!

Bahia aí vou eu!

25 fevereiro, 2011

Me chamou a atenção


Hoje duas cenas me chamaram a atenção, aliás, me fizeram pensar e repensar sobre a vida. Nem sei direito o que passou na minha cabeça, só sei que essas cenas mexeram comigo, vi ali os extremos da vida.
Comecei um dia como outro qualquer, estava a caminho do trabalho, dentro do ônibus, quando ouvi o motorista, dizer “desce do ônibus agora, vá pegar outro na avenida” e a frase foi repetida por três vezes, até que eu olhei com quem ele falava.
Era um menino com no máximo 8 anos de idade. O menino desceu do ônibus e foi então esse momento que captou minha atenção.
Quando olhei pelo espelho, ele estava cabisbaixo encostado na calçada, tinha uma feição de um menino que precisava de atenção, segurava uma miniatura de carrinho na mão.
Essa é uma cena corriqueira em grandes cidades, pivetes espalhados pelas esquinas, e quem me vissem assim, diriam “deixa de ser besta é só um pivete”, mas esta cena me comoveu de tal maneira que comecei o dia com lágrimas nos olhos ao ver mais este filho do sistema, desse sistema falho que nos rege.
Mais tarde, bem mais tarde ao retornar do trabalho encontro uma velhinha, corcunda, tão curvada que mal dava pra ver seu rosto, andando com o suporte de uma bengala. Ela carregava sacolas de mercado e se deliciava com um picolé de chocolate.
Me comoveu ver uma senhora com tal idade fazendo compras e pegando ônibus sozinha, fiquei imaginando se esta teria uma família. Se sim, onde estavam que permitiam ela andar só e se não, o porquê?
Mas o que me chamou mesmo a atenção foi vê-la assim tão velhinha, tão sozinha e ao mesmo tempo curtindo se saboreando com aquele sorvete.
Pode ser coisa pouco ou até mesmo bobagem, mas o fato é que sinto meu coração doer quando vejo essas pessoas indefesas estarem na rua, tão vulneráveis a maldade humana.
Resolvi então escrever para assim eternizar esse meu coração mole, e espero nunca passar despercebida por essas pessoas, nunca deixar de sentir o que senti hoje, porque se isso um dia acontecer não serei mais eu e deixarei de ser Humana. 

Gisele Leite 25/02/11

20 fevereiro, 2011

100 sentido


Tenho trilhado meu caminho em estradas turbulentas, volta e meia fico só e isso não é culpa de ninguém. 
A cada passo que dou, passo uma borracha nas pegadas, assim fica difícil de me seguirem, então porque reclamar da solidão que me invade em momentos como esse?
Sei lá se sempre fui assim, o fato é que amo minha vida sofrendo, chorando, sorrindo ou cantando vou seguindo aí.
Um dia sei que vou parar, firmar o pé no chão e deixar de ser tantas vezes cruel comigo mesma, mas esse momento ainda não é agora. Pode ser amanhã, daqui  um ano ou no fim da vida.
Sinto-me a cada dia como um bicho diferente do reino animal, às vezes tartaruga que se esconde dentro do casco quando avista uma paixão, outras um pavão que quer se aparecer quando toma uma cerveja em volta de amigos.
Na verdade o animal que mais vive em mim é o camaleão que se camufla para se esconder das predadoras dores, do corpo, da alma, do coração, afinal para que chorar se posso fingir um sorrirso.
Mas no final das contas, quando olho no espelho quem está lá, sou eu mesma, sem casco, sem penas e sem pele de réptil, sou eu assistindo todo o filme da minha vida até aqui, e perguntando – até quando? – até quando ficarei feliz só com a felicidade dos outros?
Adoraria um dia ficar feliz, com minha própria felicidade.

07 fevereiro, 2011

Falta inspiração


Há um tempo não escrevo nada por aqui, parece que meu instinto poético deu uma fugida, outro dia até me passou várias coisas interessantes na cabeça, mas não estava com saco para escrever e assim as palavras fugiram da mente.
Mas não há nada melhor que um sentimento de esperança de que "tudo vai dar pé" e assim surge à necessidade de escrever um pouco mais sobre este momento, portanto não chamo isso de inspiração.
Tenho andado distraído, impaciente e indeciso... ops! Não era essa a frase, tenho andado pensando bastante nas coisas que realmente são necessárias para minha sobrevivência emocional, assim como nas pessoas que também são indispensáveis para esta sobrevivência. Com todos esses pensamentos concluí, que os nossos ideais tem o dom de mudar por si só.
O que ontem para mim não podia faltar, hoje não me faz falta, o que foi de suma importância hoje já não é mais.
Alguns dos meus ideais mudaram, outros nem tanto.
Não mudo nada em mim porque é o jeito ideal para os outros, sou o que sou e se é pra me amar que seja assim - me aceite assim - sempre falo isso para a família e amigos, pois essa é minha essência.
Não tente me impor uma ideologia, já tenho e vivo a minha, ela é minha lei "virar o mundo, amar independente da dor que possa causar, morrer de paixão pela vida, aprender com os erros, fortalecer com as quedas e ser eu mesma acima de qualquer aprovação".


Vou aguardar um momento de inspiração, sem preguiça para postar novas palavras ao vento.

17 dezembro, 2010

Aquela Janela

Seria aquela, a janela da alma ou seria ela apenas o reflexo de uma memória nostálgica?
Quando criança, aquela janela representava um obstáculo
Eu tentava incansavelmente escalá-la, tentativas muitas vezes inúteis, pois quase sempre caía sobre as almofadas verdes com forro de cetim.
Vovó adorava me ver brincar na sala, mesmo quando por inúmeras vezes eu quebrava a mesinha de centro... e quando eu levantava e batia a cabeça na janela, ela batia na janela e a dor passava, avó também faz mágica.
Já meu avó sempre dizia - desse daí menina, você vai cair - aí hoje eu digo "é vovô eu caí muito e não foi só da janela"
O tempo foi passando e o significado daquela janela foi mudando de cor (o significado, porque que eu me lembre a janela sempre foi verde).
Nas tardes da minha infância, descia a rua da Escola Dr. Aurelino com minha Caloi amarela correndo até a casa mais querida da cidade e então eu via diante daquela janela Vovô Otacílio sentado com seu livro - cada dia um diferente – então aquela janela deixou de ser a da traquinagem e passou a se chamar “Janela da Sabedoria”.
Pouco mais adiante, passei a ser a dona daquela janela, por obra do destino e aquele cantinho passou a ser o ponto de encontro de muitas tardes e noites entre amigos da adolescência.
Nos encontrávamos para estudar, contar piada, marcar as farras de final de semana e muitas vezes para comer a pipoca que Vovó Ota fazia com tanto amor.
Aos poucos cada um foi deixando sua marca registrada naquela janela, nomes, apelidos, corações, desenhos e frases foram escritas nela, coisas de adolescente. Quantas vezes fui acobertada por Vovó que a deixava aberta para que eu não fizesse barulho ao chegar e Vovô ouvir, coisas de Dona Otacília!
Essas janelas marcaram a minha vida e a de muita gente e eu a defino assim:
Janela aberta
Vovô e seus livros
Gente na porta
Alguém sobre ela
Vovó feliz 
Eu satisfeita de ter aquela janela
Hoje ao ir de passagem a minha cidade, dentro do ônibus passando pela Av. Juracy Magalhães me bate aquela saudade, os olhos ficam marejados, pois vejo ali, aquela janela verde que um dia foi tão movimentada e colorida, hoje tão solitária e apagada.



Gisele Leite, 2010